Opinião de Leitora: Os Doze Reinos
publicado em Geral a 23 de Novembro de 2010
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Recentemente, Paula Pinto leu os quatro livros da saga Terras de Corza e procurou-me para dar a sua opinião sobre cada um deles, em exposições com bastante detalhe. Qualquer autor como eu agradece este acto, pois comprova se conseguimos fazer o leitor pensar de um modo ou de outro e ensina-nos a melhorar no projecto seguinte. Hoje mostro-vos a sua crítica ao quarto livro, Os Doze Reinos. De modo que, se já leste algum dos livros Terras de Corza, não hesites em enviar um e-mail (em “Contactos”).

Confesso que ler um comentário que termina com o desabafo de que seria capaz de voltar a ler tudo de novo deixa uma lagrimazinha no canto do olho :)

O livro Os Doze Reinos revela uma nova escritora, assombrosamente mais madura, com uma escrita mais rica em detalhes, mas conseguindo novamente criar personagens interessantes, que sentimos próximas de nós, e sobre as quais queremos ler mais e mais.
Este livro poderia, à partida, não ter tanto interesse – com o facto de se saber, de antemão, o “final”, corríamos o risco de ver retirados à narrativa a emoção e a expectativa, o que nunca aconteceu. Corza desperta em nós sentimentos de grandeza, e, mais do que qualquer outro protagonista, confere às Terras de Corza a aura mítica e memorável dos grandes épicos.
E, tal como aontece nos volumes anteriores, a jornada das personagens nunca perde a humanidade. Nesto quarto livro, o prólogo dita desde logo essas bases humanas e, como um prólogo que se preze, nunca nos sai da cabeça ao longo do livro. Daí que os momentos de reflexão e reencontro com o passado sejam tão emotivos, mesmo que (ou talvez por isso mesmo) sejam povoados de pinceladas de humor, como o reencontro com Redstad (“São meus ou são teus?”(..) “Acho que eram os meus!”).
Fiquei rendida a esta saga. A escrita simples torna-a acessível a toda a gente, e as personagens, extremamente humanas, ficam-nos na memória.
E, se, à medida que lia os livros anteriores, sentia uma vontade imensa de conhecer as origens das Terras de Corza, agora cheguei ao fim com vontade de reler O Décimo Terceiro Poder, e os seguintes, sucessivamente. A culpa é da Madalena, que criou um círculo fechado, perfeito e mágico, dando-nos a conhecer um universo próprio, e de certa forma, invulgar no panorama literário actual: uma tapeçaria com várias cores e feitios, com tecidos distintos, uns novos, outros já gastos, mas todos interligados entre si. De se lhe tirar o chapéu!

Uma série que recomendo vivamente a todos!

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