Que a livraria personalizada, do livreiro que acompanha o freguês, é que vai sobreviver, já o mercado gourmet prenuncia. E que, no universo de 75%/80% do mercado português, se vendeu menos 470 mil livros entre Janeiro e Setembro de 2013; e que, não só por contenção de custos, o leitor tem sido aliciado pelos e-books (e pelos preços dos hipermercados). Por fim, que a livraria tradicional só sobreviverá se apostar no serviço personalizado de livreiro conhecedor da arte literária que serve cavalheirescamente o freguês.
(A comprovar o que disse antes, pelas minhas bandas, a livraria do shopping mais próximo fechou e agora é comprar no hipermercado ou ir aos concelhos limítrofes… Mas então, que nem um milagre no meio da tempestade que assola neste momento o Porto, em plena jornada laboral, os meus olhos pousam numa fachada diferente:)
No centro da Maia apareceu uma pequena papelaria-livraria. Ora, ora, ora! Eu que me apanhe livre para lá ir, a ver se se torna numa livraria de livreiro(a) com modos letrados e atenciosos!

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