Depois de dezenas e dezenas de encontros em escolas ao longo dos últimos sete anos, fiquei sensibilizada quanto às crescentes e reais dificuldades dos alunos para convencerem os pais a gastar quase vinte euros num livro.
Apresentei a minha consternação às Edições ASA e, em consenso, decidimos baixar o PVP dos meus livros.
Todos os livros Terras de Corza – inclusive o mais recente! – estão, a partir deste mês, a € 12,90 na Leya, na Wook, na Bertrand e em qualquer outra livraria.
E a € 11,61 na FNAC, para aderentes.
De que serve publicar um livro se não podia ser lido por tantos?
Um esforço suportável para presentear os entusiastas das Terras de Corza que só precisavam deste empurrão para as visitar :)
A pressa, a pressão… O quanto a vida inibe as horas necessárias para escrever… Mas não será também a felicidade da paixão e do amor outro bloqueio de expressão do escritor? Talvez tenha respostas diferentes conforme o artista e a expressão da sua arte… Há muitos anos vi um episódio de uma série de comédia no qual as personagens tinham ou não grande inspiração para escrever romances de cordel mediante a sua disponibilidade; ou seja, as que não tinham companheiro sabiam escrever textos mais intensos de grande sucesso, quando as que estavam servidas rabiscavam nódoas. Seria afinal um desabafo divertido dos guionistas?
E já que estamos numa maré de entrevistas, aqui vai o LINK para uma diferente, solicitada pelo Correio do Porto, que não versa propriamente na obras mas sim nas influências exógenas. Permitiu uma pequena reflexão muito curiosa…
É a primeira vez que me demorei na descrição das minhas influências literárias. A segunda, este ano, a falar do tratamento dos autores portugueses pelo seu País. Falo também do Acordo. Uma entrevista realizada pela Biblioteca Municipal de Mondim de Basto. AQUI.