Hoje é um triste dia para o mundo literário português. Pelas 12H30, José Saramago, o nosso prémio Nobel da Literatura de 1998, faleceu depois de doença prolongada. Por todo o lado assisto a reacções sentidas, o que mostra que era (e é!) uma figura carismática no nosso país e, neste dia, entre os que o adoravam e os que o odiavam não há diferença: todos reconhecem que partiu alguém que marcou a nossa Literatura e a nossa História.
As minhas condolências a Portugal.

Descanso eterno para um dos nossos maiores escritores de sempre. Sempre com o seu jeito provocador, esquesito e algo perturbador falou sempre o que lhe vinha na alma. São pessoas destas que fazem falta a Portugal. À imagem da Amália, por exemplo, nunca foi unânimamente reconhecido…pode ser que agora o seja. Sempre admirei a sua personalidade. Rest in peace Saramago.
PS: Deixo uma das suas deixas mais marcantes (para mim – após apresentação do último livro Caím):
«Antes da criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?»
André.