A leitura encanta e consola o leitor, treina a nossa mente, oferece modelos de auto-construção da identidade pessoal e da persona pública, renova o nosso contacto com o mundo… e treina bullies.
Segundo uma mesa de discussão norte-americana no Stanford Center of Ethics, a literatura não expande a moral, ensina sim a “theory of mind”, isto é, raciocinar e racionalizar os pensamentos e as emoções dos outros.
Eu sei que está em voga o bullying e assim os oradores têm mais público, mas isto é a descrição da psicopatia… :)
Assim seja. Que isso faça vender mais livros, visto que a teoria de que a leitura incentiva a moralidade já não cativa público (num mundo, diz-se, em crise de valores)!
Em concomitância, há que ser franco, esta é a alegre interpretação pelo lado negro para chamar a atenção e divertir. Não é difícil inverter a perspectiva e entender o benefício dessa preparação para os pensamentos e as emoções dos outros. Se a capacidade obtida é utilizada em sentido perverso, culpa-se o livre-arbítrio e um ou outro recalcamento, pois a leitura abriu horizontes e o leitor está consciente das suas opções.
(Enfim, não fosse a conclusão do estudo e da discussão polémica e eu não estaria a publicar links relativos ao painel do Stanford Center for Ethics de Fevereiro passado – AQUI :) )

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