A leitura encanta e consola o leitor, treina a nossa mente, oferece modelos de auto-construção da identidade pessoal e da persona pública, renova o nosso contacto com o mundo… e treina bullies.
Segundo uma mesa de discussão norte-americana no Stanford Center of Ethics, a literatura não expande a moral, ensina sim a “theory of mind”, isto é, raciocinar e racionalizar os pensamentos e as emoções dos outros.
Eu sei que está em voga o bullying e assim os oradores têm mais público, mas isto é a descrição da psicopatia… :)
Assim seja. Que isso faça vender mais livros, visto que a teoria de que a leitura incentiva a moralidade já não cativa público (num mundo, diz-se, em crise de valores)!
Em concomitância, há que ser franco, esta é a alegre interpretação pelo lado negro para chamar a atenção e divertir. Não é difícil inverter a perspectiva e entender o benefício dessa preparação para os pensamentos e as emoções dos outros. Se a capacidade obtida é utilizada em sentido perverso, culpa-se o livre-arbítrio e um ou outro recalcamento, pois a leitura abriu horizontes e o leitor está consciente das suas opções.
(Enfim, não fosse a conclusão do estudo e da discussão polémica e eu não estaria a publicar links relativos ao painel do Stanford Center for Ethics de Fevereiro passado – AQUI :) )


A Noite de Lorde Byron foi um sucesso… Realizou-se no dia 08 de Março de 2014 e tem tudo para se repetir daqui a um ano. Fica aqui o link para a Página no Facebook e para o Blogue, porque merece mais uma referência (todas as outras cometi-as no Facebook). Uma nota para o futuro. Parabéns aos organizadores… e aos participantes que atingiram os prometidos resultados aterradores!

O Jornal de Letras da quinzena corrente (N.º 1129) dedica-se aos Lugares Imaginários na Literatura Portuguesa e Universal, com entrevista a Alberto Manguel, autor de “Dicionário dos Lugares Imaginários”, e inquérito a dez pessoas que se distinguem no mundo literário por diferentes razões. Ora, aos inquiridos foram colocadas duas questões, qual o seu lugar imaginário de eleição da literatura mundial e o mesmo na literatura portuguesa.
Com um sorriso lisonjeado e sorridente li no meio das várias propostas a referência às Terras de Corza, cujos quatro romances “demonstram o processo pelo qual o tempo transforma a História em Mito, mas também em Esquecimento, numa perspectiva rara para o Fantástico lusitano“.
Obrigada, Luís Filipe Silva, por esta consideração!

Começo o novo ano com uma experiência diferente: a de publicar poemas da minha autoria, articulados com um mini-conto, que, à imagem do que aconteceu com os poemas, fez-se acompanhar de ilustração feita por Pedro Monteiro, um amigo artista e arquitecto. Divulgo estes meus trabalhos no âmbito d’A Bula, um desdobrável que o Correio do Porto tem vindo a publicar mensalmente, convidando autores e ilustradores portugueses para a seu bel-prazer o preencher.
Basta clicar AQUI!
