No blogue da BE/CRE – A Casa de Camilo da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado (Famalicão) foi publicado um apanhado de algumas das respostas que dei na minha visita à escola, no passado dia 15 de Dezembro. Numa forma muito, muito, muito resumida (porque eu falo bastante!), o aluno Rui Machado transmitiu as ideias essenciais que reteve na altura. Cliquem aqui para visualização.
Entretanto, Carla Ribeiro publicou no seu blogue As Leituras do Corvo a opinião pessoal sobre a leitura d’O DÉCIMO TERCEIRO PODER, prometendo comentar em breve os próximos. Para aqueles que ainda não leram, aproveitem para abrir o apetite!
MNS
Enquanto o quarto e último livro da saga Terras de Corza se aproxima do fim do processo de escrita (devo entregá-lo à Editora no próximo mês), fui convidada a ser elemento do Júri do Concurso Literário Maia, pela quarta vez consecutiva, mais uma vez contando com participações de todo o país e ainda algumas internacionais.
Tomem nota das entradas na Agenda; o encontro de 2 de Março está em vias de ser adiado para dia 4 e há ainda um a ser marcado na segunda metade do mesmo mês, em Tarouca.
Relativamente ao projecto de criação de uma Biblioteca em Nogueira da Maia, aviso a quem mora em Lisboa e arredores que (novamente este mês!) em Março irei visitar a capital para trazer os contributos. Conta-se já com algumas centenas vindas do Sul!
Para informações sem hora nem data, mas quase diárias, adicionem-me no Facebook.
Entretanto, avisaram-me que alguém criou uma página no Goodreads sobre mim e as minhas criações, que está bastante composta (só falhou no dia do meu aniversário: não é 1, é mais para o fim do mês ;) hehe) e já teve algum movimento. Aproveitem para associar aos vossos perfis, que eu, em breve, também entrarei nessa rede. Para quem não sabe, o Goodreads junta as pessoas à volta das leituras que estão a desfrutar, as passadas e as que vêm aí, trocando impressões e informações essenciais que ajudam a escolher o que ler a seguir. Depois haverei de adicionar à Secção Comunidade deste site.
MNS
Recentemente propus e avancei o meu nome para um novo projecto a desenvolver em Nogueira da Maia: uma Biblioteca! Pretendendo o melhor para a minha freguesia e achando que a Maia pode ter mais um espaço de leitura, decidi fomentar um espaço dedicado à literatura para permitir a toda a gente o acesso aos livros. Não bastando a fantástica cooperação da Junta de Freguesia neste arranque a partir da estaca zero, também preciso de ti. Sim, de ti. Pois bem:
Se tens em casa livros encaixotados e abandonados, de qualquer género – desde infantil e de BD a técnico e especialista, mesmo sobre assuntos que consideres que não interessa a ninguém! – , até com uma valente dobra na capa ou folhas amarelas, manda e-mail para madalenanogueiradossantos@gmail.com e ajuda-nos. Não te preocupes com o transporte: isso é por nossa conta ;)
Espero pelo teu e-mail!
MNS
O ano de 2009 reservou-me imensas delícias, desde a nível académico até ao lançamento do penúltimo livro Terras de Corza, passando por uma agenda enquanto Autora bastante preenchida e já com algumas extensões para 2010. E as Terras de Corza cresceram muito, com novas edições, novas capas e uma nova projecção nas livrarias, levando as minhas personagens a novos portos.
Tenho de agradecer a todos os leitores o apoio do tamanho do mundo que me têm oferecido e desejo ainda que o próximo ciclo esteja a tramar ainda mais alegrias, quer para a Saga, para a qual 2010 será um ano determinante, quer para os que a vivem, que estão bem pertinho do meu coração :)

Madalena Nogueira dos Santos
Recebi há dias uma mensagem vinda da Escola EB2,3 de Avelar, onde estive no dia 25 de Novembro, que me lisonjeou e que não posso deixar de agradecer com uma marca aqui pública. Juntamente com essa carta veio uma colectânea de poemas dos alunos, criados no âmbito de um exercício de escrita criativa a partir de excertos dos meus livros. E aqui os apresento:
Estava a limpar o pó.
Em toda a mobília.
Encontrei uma carta misteriosa.
Mas era do rei, não a li.
Um mês depois desapareceu.
Onde é que ela se meteu?
Não sei se a roubaram.
Só sei que desapareceu.
Rodrigo Veríssimo
olhar perspicaz
para o fogo
a alta sociedade
é de repente
roupas escuras
ele olhou
à sua volta
a sua preocupação
vai muito longe
de um mês
a dois.
Micael Neves
Do alto da torre
observava todo o cenário que a rodeava.
Ali estava ela infantilmente amuada.
Sentia-se (e estava) momentaneamente sozinha,
a correr riscos que nos primeiros tempos não corria.
Agora estava ali, em cima de um labirinto de corredores
onde era tão difícil entrar como sair.
O crepúsculo começou
e a sua roupa escureceu com o agravamento das preocupações.
As noites eram preenchidas pelo sonho, fazendo os olhos lacrimejar
até se soltarem pequenas lágrimas
que iam dar ao mágico e profundo
lago das preocupações e dos sentimentos
que assombravam aquelas terras
como nuvens que nunca partem.
Uma
manhã que
acabou sem um
final feliz,
e tudo porque, sem
razão, alguém decidiu fazer
(in)justiça pelas próprias mãos.
De madrugada veio frio,
a murmurar que o calor da felicidade
não viria
a regressar.
O sol ia alto quando, de
cada um, as lágrimas
imbecilmente caíram e
correram
até se perderem nas
terras encantadas e amaldiçoadas, sem
rumo, carregando às costas a
injustiça que se cometeu.
Zangadas, sem ter
a culpa
de todas as tragédias que
ali se cometeram.
Catarina Duarte
Era uma vez,
Se calhar não vou começar assim
Pois isto é um poema
E não uma história.
Pertuscus ignora
Tudo incluindo a casa onde vivia
Porque era tão velha
Como um trapo do mendigo.
Pertuscus era um homem
Cheio de reflexos
Que queria ir buscar a rainha
À torre mais alta do castelo abandonado.
E a rainha bem preocupada,
À espera naquele castelo,
A solução mais sensata
Era esperar.
Pertuscus em viagem com o mapa
Da zona
O que não sabia bem
É que era feio.
No castelo já
Teve de atravessar
Um labirinto de paredes
Até ao corredor
O corredor do medo.
Era um grande desafio,
Mas Pertuscus
Era muito esperto.
Pertuscus chega à última
Porta do corredor, e ao abri-la a rainha diz:
-Ó homem, és tão feio como carvão
Vais ser comido pelo meu dragão.
Luís Miguel
Foi uma vez
A morte do
Legendário
Escovas de tanque
Com calmantes na
Igreja quando
Quando pedia à comissão
O padre chorava
De desgosto porque
O dinheiro estava a cair
Mas ele apanhou-as
A voar aparando a veste
De seda que é preta
Rasa e áspera
Um sol uma estrela que
Grande confusão
Alçapão vazio,
Tecto distraído e é
Assim apenas isto!!!!
Francisco Medeiros
Ninguém esperava ver
As primeiras lágrimas daquela
Rapariga tão alta e nova.
Largavam as velas apagadas,
Nas horas de sol
Largavam as queixas
Da visão das fugas
Nos labirintos dos corredores
Do piso mais alto.
As palavras que dizemos dos
Livros da biblioteca
Encostadas nas estantes
Continuamos a estudar.
Interpretar os sons que
Demos e nós
Ouvimos.
Durante a noite
Escrevemos.
Mandamos cartas de
Alegria do nosso coração
Descrevemos e
Rescrevemos todos
Os textos que lemos e não
Gostamos.
Adoramos as coisas que nos
Dão o que merecemos e
Amamos quem nos ama.
Liliana Marques
Obrigada pela carta!