Nas ruas do Porto à sombra, fustigada pelo frio da manhã de Inverno, com os enfeites de Natal apagados à espera de mais uma celebração na noite que virá, assim se sente a quadra nos últimos dias de corrida até às aulas. Amanhã começa a atarefada época de estudo e, provavelmente, de refúgio esporádico e sem compromisso nas Terras de Corza. Só de vez em quando.
Hoje apetece-me aproveitar este espaço para puro devaneio. Talvez porque nos últimos dias lidei com uma situação inesperada de ansiedade e frustração. Uma altura que fragiliza os alicerces de confiança no mundo que nos rodeia. Foi a primeira vez, na primeira pessoa.
Recuando uns dias para recordar bons momentos, deixo aqui uma palavra de agradecimento pela hospitalidade do Colégio Infante Santo de Santarém – Rio Maior (e escola técnica ribatejana vizinha!), onde passei um agradável dia em que houve espaço para quatro sessões conduzidas pela curiosidade da plateia. Tenho de adquirir umas fotografias desse evento!
E porque já estou novamente na linha da Agenda, actualizo a mesma: a apresentação em Guimarães ficou marcada para dia 3 de Abril.
Voltando às palavras livres, ontem, em passeio pelos documentos no computador em casa, redescobri a Revista Bang! n.º 5, que foi lançada há imenso tempo, mas recordo-a aqui para os interessados na única revista portuguesa de aventura e do fantástico – o seu download é gratuito e traz diversos contos, algumas críticas e até uma banda desenhada. Aproveitem:
Com um pezinho na literatura (em e-book), dou um salto até outra Arte: o cinema. Recentemente, estreou a adaptação do livro, publicado em Portugal pela GAILIVRO, _Crepúsculo_, uma tri… tetralogia da autora Stephenie Meyer. Outro filme que adapta um livro também publicado pela GAILIVRO, desta vez dedicado aos mais novos – _A Lenda de Despereaux_ -, está pertinho de entrar no cartaz. Deixem aqui ou no fórum a vossa impressão. Ainda não os vi.
Quanto a música, invejo quem pôde assistir ao concerto na Avenida dos Aliados de ontem à noite. Porque tinha de apanhar o comboio, não fiquei, mas o meu passo atrasou-se com uma música calma em que alguma mulher (presumo que Yolanda Soares) cantava fabulosamente, ao som de orquestra e com o coro em silêncio. Até desviei-me do caminho que tomara para espreitar o palco. Estava a ser filmado; espero poder ver por aí o “Música de Natal com Fado”…
Recapitulados alguns pontos dos últimos dias, vou mas é almoçar na cantina da Faculdade, onde a miríade de pessoas que a arrebatam trazem uma lufada de inspiração.
O sol sorri docemente neste prolongado Verão de S. Martinho (dia 11 já lá vai há algum tempo!), o meu pensamento foge para paisagens montanhosas e fascinantes e o dever leva-me a ler, em jeito de lazer, as palavras escritas do Regente de uma cadeira da minha Faculdade. Nessa leitura, há umas semanas, achei interessante uma citação do livro “Filosofia do Direito” de Paulo Ferreira da Cunha, retirada, segundo o que o Autor diz, dos “Ensaios” de Bacon:
Ler amadurece o espírito, conversar adestra-o, escrever torna-o exacto; portanto, se o homem escreve pouco, necessita de grande memória; se conversa pouco, de vivacidade intelectual; e se lê pouco, de muita astúcia para simular que conhece o que não conhece. A história faz o homem sábio; a poesia engenhoso; a matemática subtil; a física profundo; a moral grave; a lógica e a retórica apto a discutir.
É um pensamento muito interessante. Baseando-me ainda no que escreveu P.F.Cunha, Bacon acresce:
Não há obstáculo ou impedimento na inteligência que não possa ser vencido por estudos adequados […] se o homem tiver o espírito distraído deverá estudar matemáticas, porque nas demonstrações, logo que o espírito se distrai um pouco, vê-se obrigado a recomeçar; se não tiver espírito apto a fazer distinções ou a achar diferenças, deverá estudar com os escolásticos que são cymini sectores [cortadores de grãos de cominho, diz o tradutor português, 2.ª edição, 1972]; se não tiver disposição para saltar sobre as matérias, e chamar uma coisa para provar e ilustrar outra, deverá estudar os juristas e os casuístas. Assim, para cada defeito da mente se pode obter uma especial receita.
Com estes excertos deixo-vos a pensar um pouco. Pode-se facilmente cruzar estas constatações com o dia a dia de cada um.
Nova actualização da agenda de apresentações dos livros:
(Data sujeita a confirmação logo que possível)
Parabéns ao fórum MadalenaSantos e a todos os seus membros: fez 1 ano no passado dia 20!
MNS
Hoje deixo aqui uma marca pequenina. Os dias são pequenos para tudo o que tenho andado a fazer. Primeiro as informações…
A nova época de apresentações dos livros já tem novas datas:
Há ainda uma marcação para o próximo ano:
Além destas novidades da agenda, o Livro III voltou às minhas tarefas diárias: as primeiras provas estão em minha casa e já pediram detalhes para inspirar o novo capista. E, assim, vou lendo as 496 páginas (um pouco mais pequeno que os anteriores!) quando não estou em discussões sobre a Liberdade e a Igualdade (e o Juspositivismo e o Jusnaturalismo…) nas aulas de Filosofia do Direito ou a jogar matrecos na Associação de Estudantes da minha faculdade… ou a assistir a um debate da Sociedade de Debates, que é um projecto de alguns colegas bastante interessante.
E porque ao mesmo tempo que escrevia aqui estava a falar com um amigo, termino com uma visita ao Youtube para ouvir Nouvelle Vague, um grupo que não conhecia até há meros minutos atrás, mas que foram a melhor opção para o final de um dia cansativo.
Depois de quase um ano de fórum, abre-se novas funcionalidades no site dedicado à minha aventura literária. O fórum continuará com as suas múltiplas discussões e notícias, mas as informações mais importantes terão agora lugar no blog (sessões de autógrafos, apresentações dos livros e outros eventos). Para além dessa vertente interactiva, estão à disposição espaços dedicados às várias obras e à história por trás das mesmas.
Lado a lado com a conclusão deste projecto virtual, as Terras de Corza continuam em construção. Prevê-se que, em Maio de 2009, o Livro III será publicado, com uma capa desenhada por um novo ilustrador. E o Livro IV ocupa as poucas horas vagas que vou tendo no meu último ano de licenciatura em Direito. Tem tido um desenvolvimento mais brando que o normal — se bem que o Livro III já sofreu com a agenda preenchida pelos estudos e pelas apresentações dos livros… e por outros passatempos… — mas deverá estar concluído alguns meses após o lançamento do terceiro. É um livro que simboliza algo especial em relação aos outros: é o último da saga e é o que se debruça na vida de Corza.
Porém, não posso ofuscar o momento em que o Livro III está na berlinda. No fórum, dei alguns detalhes da sua história. Distingue-se d’O Décimo Terceiro Poder e d’A Coroa de Sangue pelo seu afastamento em relação às famílias reais, dando lugar a diferentes figuras da sociedade do início da Revolução Industrial. Mais uma vez, o título foi a parte mais difícil e, por isso, só lá mais para a frente o divulgarei :)
Por hoje, despeço-me. Explorem o site e deixem a vossa marca, quer no fórum quer aqui (comentário ao post), dando sugestões, criticando, comentando, divertindo-se…!
MNS