A Feira do Livro de Lisboa terminou. Num impulso, fui a Lisboa de propósito para aproveitar a Hora a H e não me arrependo. Passeio curto e voraz. Recomenda-se todos os anos. Agora aguardo com expectativa o que o novo Executivo da Câmara Municipal do Porto arquitectou para Setembro… Até lá, tenho muitas leituras em lista de espera. Depois de bastante tempo dedicada a clássicos e romances contemporâneos, este ano revisitarei as paisagens do Fantástico, com um escape curto através do policial.
Em paralelo, nas poucas horas vagas que levo, antevejo discreto o final da história que estou a escrever…
Há algum tempo, o Projecto Adamastor foi referido na Página no Facebook das Terras de Corza. A sua missão principal consiste em disponibilizar obras literárias de forma gratuita e em formato digital, após uma edição cuidada. A par dessa labuta, a equipa entrevista diversas pessoas relacionadas com a literatura. AQUI.
É com muito gosto que vejo publicadas as minhas respostas em formato de entrevista, na qual são abordados os Clássicos e os livros digitais.
Um último apontamento: não é encantadora a ilustração da entrevista?

A leitura encanta e consola o leitor, treina a nossa mente, oferece modelos de auto-construção da identidade pessoal e da persona pública, renova o nosso contacto com o mundo… e treina bullies.
Segundo uma mesa de discussão norte-americana no Stanford Center of Ethics, a literatura não expande a moral, ensina sim a “theory of mind”, isto é, raciocinar e racionalizar os pensamentos e as emoções dos outros.
Eu sei que está em voga o bullying e assim os oradores têm mais público, mas isto é a descrição da psicopatia… :)
Assim seja. Que isso faça vender mais livros, visto que a teoria de que a leitura incentiva a moralidade já não cativa público (num mundo, diz-se, em crise de valores)!
Em concomitância, há que ser franco, esta é a alegre interpretação pelo lado negro para chamar a atenção e divertir. Não é difícil inverter a perspectiva e entender o benefício dessa preparação para os pensamentos e as emoções dos outros. Se a capacidade obtida é utilizada em sentido perverso, culpa-se o livre-arbítrio e um ou outro recalcamento, pois a leitura abriu horizontes e o leitor está consciente das suas opções.
(Enfim, não fosse a conclusão do estudo e da discussão polémica e eu não estaria a publicar links relativos ao painel do Stanford Center for Ethics de Fevereiro passado – AQUI :) )


A Noite de Lorde Byron foi um sucesso… Realizou-se no dia 08 de Março de 2014 e tem tudo para se repetir daqui a um ano. Fica aqui o link para a Página no Facebook e para o Blogue, porque merece mais uma referência (todas as outras cometi-as no Facebook). Uma nota para o futuro. Parabéns aos organizadores… e aos participantes que atingiram os prometidos resultados aterradores!
